‘O capital ocidental está mal precificado no mundo’, avalia empresários dos EUA ao destacar parceria entre Brasil e Índia
Segundo Drew Crawfor, “a próxima década de crescimento das exportações brasileiras passa por Nova Délhi e Pequim"
247 - As exportações brasileiras para a Índia avançaram 30,2% em 2025, enquanto as vendas do Brasil para os Estados Unidos caíram 6,6% no mesmo período. O comércio bilateral entre brasileiros e indianos alcançou US$ 15,2 bilhões, com alta de 25% em relação ao ano anterior. Os dados apareceram em uma análise publicada pelo empresário Drew Crawford (EUA), que apontou a Índia como um dos mercados de crescimento mais acelerado para os produtos brasileiros.
“A próxima década de crescimento das exportações brasileiras passa por Nova Délhi e Pequim. Washington não é mais o único comprador à mesa”, escreveu o empresário nas redes sociais. “A maior parte do capital ocidental está mal precificado para um mundo que já está chegando”.
A aproximação comercial ganhou novo impulso com a abertura do primeiro escritório da ApexBrasil em Nova Délhi. A agência identificou 378 novas oportunidades de negócios para empresas brasileiras em setores como mineração, máquinas, alimentos, saúde e energia renovável.
Em publicação nas redes sociais, Drew Crawford afirmou que o fortalecimento das relações entre Brasil e Índia altera o eixo tradicional do comércio internacional e amplia o peso asiático nas exportações brasileiras. Segundo ele, a próxima fase de expansão econômica do Brasil passa por Nova Délhi e Pequim.
A análise destacou a viagem do presidente Lula à Índia em fevereiro. Durante cinco dias em Nova Délhi, o presidente assinou dez acordos bilaterais voltados para áreas consideradas estratégicas, como minerais críticos, agricultura, defesa, tecnologia e infraestrutura digital.
As negociações também resultaram na definição de novas metas comerciais. Brasil e Índia estabeleceram o objetivo de elevar o fluxo bilateral para US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos e atingir US$ 30 bilhões até 2030.
Índia amplia protagonismo global
A publicação também chamou atenção para o crescimento da economia indiana. A Índia ultrapassou o Japão recentemente e assumiu a posição de quarta maior economia do planeta. Segundo a análise apresentada por Crawford, o país asiático também pode superar a Alemanha nos próximos anos.
O avanço indiano ocorre em meio à reorganização das cadeias globais de comércio e da disputa internacional por minerais estratégicos, tecnologia e infraestrutura energética. Nesse cenário, Brasil e Índia ampliam cooperação em áreas ligadas à transição energética e ao desenvolvimento industrial.
Os acordos assinados entre os dois países incluem projetos relacionados a minerais críticos, considerados essenciais para a produção de baterias, equipamentos eletrônicos, sistemas digitais e tecnologias voltadas à energia limpa.
A análise de Drew Crawford também destacou que o aumento da presença brasileira no mercado asiático pode gerar impactos relevantes sobre investimentos, exportações e estratégias comerciais internacionais nos próximos anos.




